Nós, Catarina, Fábio e Fabrício, conversamos há bastante tempo sobre o que pensamos sobre educação, a partir das nossas experiências como professores e como alunos, da idéia de formatar o Portaberta como um projeto didático-pedagógico a partir de um conceito mais amplo de educação, das nossas ações como artistas e o impacto que elas têm na formação do nosso público, da nossa atuação como produtores de texto. Chegamos enfim à conclusão que o ensino é só um aspecto da Educação. Entendemos a Educação como a própria essência da civilização. Que temos muito que fazer no Brasil para construirmos uma Educação de qualidade, por ainda não existir uma civilização brasileira.
Partindo das perguntas que nos colocamos, escrevemos o texto a seguir com nossas reflexões. São pontos de partida, e não portos de chegada; ainda há muito o que discutir, ainda há muito o que concluir. As idéias não estão fechadas, nem as soluções que propomos são definitivas ou as melhores. Queremos não só saber, mas saber o que não sabemos – saber dos nossos limites, e isto só se dá com o confronto com outras idéias. Discussão e diálogo são bem-vindos!
Por que se educar?
Por que educamos nossos filhos?
Para muitas pessoas é bobagem fazer as perguntas acima, a importância da educação parece daquelas verdades auto-evidentes que não precisam de demonstração nem de provas para subsistir. Estamos tão acostumados aos elementos de nossa vida cotidiana que esquecemos que o presente, o que somos e o que temos, não nos foi dado de bandeja pelas gerações passadas, e sim arduamente conquistado por elas. A civilização, por maiores que sejam os seus defeitos, é o nosso maior bem porque é a soma de todos os nossos bens, materiais e intangíveis, é o que nos torna humanos, é o que dá o sentido à nossa vida, mesmo que seja somente um sentido provisório.
Construímos a civilização em primeiro lugar para garantir nossa subsistência. Em último lugar, (há pessoas que não atingem esse propósito nem o perseguem), a utilizamos como uma plataforma de onde nos atiramos para perguntarmos, com crescente sofisticação e meios materiais, sobre os sentidos primeiros e últimos de nossa existência, aquelas velhas perguntas: de onde viemos? O que somos? Para onde vamos?
Essa plataforma garante nossa continuidade como uma espécie consciente, uma espécie que pergunta, que tenta observar o universo de fora, mesmo sabendo que isso é impossível. Esse aspecto transcendente, que garante à humanidade não apenas ter uma civilização para subsistir, para sobreviver, mas também para tentar saber qual é a razão de estarmos aqui, é o que garante a nossa vontade de continuar vivendo, inclusive em nossos descendentes.
O fato de construirmos essa plataforma aos poucos, ao longo de milênios, pressupõe um método de transmissão aos nossos descendentes que não é igual ao dos animais. Estes carregam as informações necessárias para a sua vida em seus genes, ou seja, a transmissão dos conhecimentos necessários à sobrevivência da espécie é feita por via biológica. Nós, seres humanos, desenvolvemos a civilização como um mecanismo que se auto-perpetua por meios culturais, ou seja, meios não-biológicos de registro de conhecimentos.
A educação, a partir desta perspectiva, não é só uma manifestação cultural, ou um feixe de ações destinadas a transmitir conhecimentos de uma pessoa a outra, de uma geração a outra. A educação enfeixa todos os mecanismos que capacitam o membro de uma civilização a participar dela. Ela é a base da continuidade da cultura, ou seja, é o que define mesmo uma civilização.
Por isso, a educação não se limita ao sistema de ensino formal, ou seja, à Escola. A educação dá-se na transmissão da linguagem oral, que começa na Família e prossegue no contato da criança com todos os falantes do idioma com os quais ela tem contato; dá-se pela observação das ações das pessoas de todas as idades, a famosa educação pelo exemplo, ou ainda o aprendizado pela imitação, como observou Aristóteles; pela leitura; pela conversa, discussão, debate, diálogo de cada um com sua consciência, e com as outras pessoas; pela ciência, ao buscar o conhecimento de forma metódica, organizando-o principalmente através da lógica, da matemática e das demonstrações prováveis; pela religião, ao buscar o equilíbrio pela veneração e respeito pelo que há de desconhecido; pela arte, que busca a comunicação através de conceitos de beleza partindo de outras linguagens além das linguagens oral e escrita cotidianas; há ainda muitas outras formas de transmissão de conhecimento, cada qual intrínseca às diversas áreas de atuação humana, que ajudam a sociedade tanto em sua busca pela sobrevivência quanto pela transcendência.
Cada um dessas manifestações, no entanto, é uma organização coletiva de conhecimentos que são adquiridos por indivíduos, mesmo que estejam organizados em grupo. O conhecimento, portanto, começa na vontade do indivíduo; e só começa porque houve nele o despertar da consciência.
Esse despertar pode ser dado tanto, entre outros fatores, pelo prazer de se aprender, de estudar de conhecer mais, contudo, nesse artigo não defendemos o prazer hedonista de se educar. O prazer hedonista é o prazer pelo prazer e não prevê consciência. Enfatizamos sempre, a educação para nós é antes de tudo consciência de nós mesmos.
Indivíduo e Consciência
A consciência é o que faz o indivíduo olhar para si mesmo de fora. Quanto mais essa consciência consegue confrontar os dados da própria pessoa com o mundo fora da pessoa, ela aumenta, porque abarca, a partir do próprio indivíduo, porções maiores da realidade.
Mas o que é que leva cada indivíduo a ter mais consciência do mundo? É o mal-estar, é a constatação que as coisas, no mundo e no próprio indivíduo não são boas ou, se são boas, não são perfeitas. (Como disse Platão). Constatar que o meio onde vivemos, que quem faz parte de uma civilização como a nossa sofre de um mal-estar, é o ponto de partida para chegarmos à questão que se coloca para cada um, que gera ou não a mudança de caráter de cada pessoa: o que devo fazer para, constatando que as coisas não estão boas, mudá-las para que fiquem melhores?
O aumento da consciência depende, sempre, de quanto cada um está comprometido com as mudanças em si mesmo, para que haja mudanças no mundo. Esse movimento em direção à mudança em si mesmo é o desejo de aprender. Quando o indivíduo aprende, no entanto, percebe que o desejo de aprender não foi inteiramente satisfeito, pois o aprendizado é sempre incompleto, todo saber pode ser aprofundado. Essa insatisfação o leva novamente a aprender. Esse movimento contínuo em direção a um saber mais completo, mesmo sabendo ser impossível chegar à completude, é o que gera a mudança.
O aumento da consciência leva, pois, à emancipação individual, à ação independente, pois uma consciência que quer se ampliar não é condicionada ou impedida pelos obstáculos do ambiente para aprender. A consciência se utiliza do Outro para crescer, e não para se impor; quer o relacionamento com o Outro como parceiro, e não como escravo ou senhor. A pessoa consciente vê o Outro como igual, mesmo que seja somente em suas potencialidades.
Concluímos, então, que a mudança do sistema de ensino não depende só da sociedade como um todo, de políticas públicas, de mais verbas, dos professores, dos pais ou mesmo dos alunos. Depende muito mais daquelas consciências individuais que mudaram primeiro a si mesmas, e que agora querem mudar a comunidade, a coletividade, a sociedade.
Sem essas pessoas não haverá mudança alguma, pois as instituições que geralmente culpamos pelas coisas estarem erradas – o governo, as leis, os poderes da República, o sistema econômico - são entidades abstratas que dependem de pessoas físicas para funcionarem. E acreditamos que é dos indivíduos que partem as ações de mudança.
A consciência, o Outro e o Mundo: o Diálogo
A ampliação da consciência se dá através do desejo de aprender e sua satisfação, mesmo que incompleta, como vimos. Mas é através do diálogo, uma interação da consciência com outras consciências, é que se dá uma das formas mais produtivas de aquisição de conhecimento.
Quem quer dialogar deve respeitar o interlocutor, como possuidor de uma consciência que quer compreender o mundo e a si mesmo. Reconhece que quem faz a pergunta não a faz somente para expor melhor sua idéia, como num debate retórico, mas que num esforço conjunto, de duas ou mais pessoas, é possível chegar a algumas soluções em comum.
Não só fazer perguntas, mas tentar respondê-las, contrapondo idéias diferentes e mesmo contraditórias, é o que Sócrates, na Grécia Antiga fez, e que se tornou a base da filosofia ocidental. Este método é chamado de dialética.
Dialética não é um método que lhe dá argumentos para provar aquilo que você acredita, como querem os marxistas de plantão, mas as conclusões às quais a dialética nos levam podem nos surpreender, estando longe inclusive do que imaginávamos. Não há diálogo se não há espaço para convencimento. Se um dos interlocutores parte do princípio que está correto e por força de nenhum argumento, mesmo lógico, irá mudar seu pensamento, então não há diálogo, há somente exposição de idéias.
Buscar respostas através de perguntas, contrapondo idéias diferentes, é a prática que torna possível a pluralidade em uma sociedade que se pretende aberta e livre.
Pluralidade: coexistência de visões diferentes em uma sociedade aberta
Quando há predisposição para o diálogo, adotamos como natural a postura de aceitar a existência de diferentes visões de mundo e comportamentos distintos dos nossos. Quem tem uma consciência ampliada se torna ciente de várias formas de pensamento possíveis, e pode assim escolher a que lhe mais agrada: se não há opções, não há escolha.
A pluralidade torna a liberdade possível. E juntas elas tornam possível a democracia, que é o regime político no qual as escolhas podem ser feitas a partir da consciência individual, com todas as responsabilidades que essa liberdade e pluralidade implicam.
O ensino, e a educação, precisam ser pluralistas se se quer uma sociedade pluralista. É muito mais fácil ensinar de forma autoritária e monista, adotando-se somente um ponto de vista, sem apresentar outras opções. É falta de respeito com o educando por pressupô-lo incapaz de assimilar pontos de vista diferentes entre si. Ou preguiça. Ou ignorância. Ou tudo junto.
É preciso ter mais preparo e cultura pessoal para o professor ensinar mostrando vários pontos de vista, e não somente o seu. Assim como é preciso ter pessoas mais preparadas e cultas em todas as instâncias da sociedade para que haja melhor educação, no sentido mais amplo que estamos expondo. O ensino e a educação, portanto, devem transmitir conhecimentos tendo como fundamentos a pluralidade e a liberdade, senão haverá o risco de se ameaçar a democracia, que é o direito que temos de tomar decisões coletivas a partir do julgamento de nossas consciências individuais.
Responsabilidade quanto à educação
Não basta afirmar que a educação não se dá somente pelo ensino formal. Porém, quando esse aprendizado se dá de forma insatisfatória, o grupo deve se responsabilizar de forma consciente desse ensino.
Entendemos que a primeira instituição a cuidar da educação é a Família. Célula-mater da sociedade, mesmo fragmentada, mesmo desestruturada, ela é o lugar onde se deveria começar todos os aprendizados, onde a orientação de adultos proporcionariam a estabilidade emocional necessária para a fase da vida mais crucial para a educação do sujeito. Comprometendo a educação da criança dos 0 aos 6 anos, que é a idade em que ela entra no ensino formal, todas o aprendizado posterior é comprometido.
Não é possível imaginar, no nosso entender, uma educação, ou seja, uma formação entregue inteiramente às instituições estatais de ensino formal, mesmo as que atendem essa faixa de idade. Essas instituições são instituições de ensino, e não de educação, ou seja, não estão preparadas para substituir a Família, mesmo porque isso significaria desprezar as bases de nossa sociedade, que está estruturada sob a célula da Família, e não por acaso.
Tanto é assim, que em vários países, desenvolvidos ou em desenvolvimento, como Estados Unidos, Austrália, México e outros, o home schooling, ou seja, o aprendizado escolar em casa, é uma prática que vem crescendo em número de famílias adeptas. Essas famílias reinvidicam o direito dos pais ou responsáveis de prover a educação de seus filhos eles mesmos. É um sintoma de reação à desagregação da família nos ultimos anos, à falta de confiança que esta instituição possa ser confiável, a ponto de prover a educação infantil de forma satisfatória.
Confiança na família, partindo do pressuposto que ela tem condições de escolher. Partir da certeza e não da dúvida e da desconfiança. A desagregação da família prejudica o ensino, e a educação, nas outras esferas sociais. O fato de se apontar hoje a participação dos pais nas atividades da vida escolar do filho (correção de tarefa, participação em reuniões, em festas, etc) como um fator de sucesso para o ensino escolar, talvez aponte que a educação esperada dentro de casa seria a boa educação/formação para o relacionamento social fora dela e a atenção com todo o processo educacional dos filhos.
Civilização, educação e ensino no Brasil: Equívocos no projeto de um país
Quando falamos que a educação está ruim no Brasil, normalmente colocamos a culpa na baixa qualidade da estrutura de ensino formal público. Assim, dizemos que as escolas estão mal-aparelhadas; que o professor ganha mal; que o material didático é ruim; que a política do Ministério da Educação é mal-planejada; que a legislação brasileira sobre o assunto é mal-fundamentada; e assim por diante.
Ensino é transmissão de conhecimentos específicos, pontuais. A idéia de educação comporta uma visão mais ampla. Ela transmite os conhecimentos físicos e intelectuais necessários para a pessoa tornar-se um cidadão. Um cidadão, por definição, é um habitante da cidade, da civilização (a palavra vem de civitate, uma das palavras para cidade, em latim) e portanto uma pessoa educada é uma pessoa civilizada, capaz de viver em uma cidade. O ensino, portanto, é somente uma prática que leva à educação, que é base de uma civilização.
Octavio Ianni nos diz que o Brasil não é uma civilização. Queremos ser uma civilização? As civilizações vencem um grande desafio, ou desafios, como diz Arnold Toynbee. Que desafios queremos vencer? As civilizações deixam um legado, uma herança. O que queremos deixar? A civilização pressupõe um projeto de país, de cultura, de sociedade. Temos um projeto?
Além da nossa auto-imagem ruim, que não só demonstra nossa auto-crítica, mas também nosso imenso complexo de inferioridade, que compromete a pretensão de construirmos algo grandioso como uma civilização, não temos objetivos a longo prazo.
Ou o que temos é o que nossas leis refletem: como se pode ler na transcrição do artigo 1.o da Lei de Diretrizes e Bases da Educação:
§ 2º.
A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.
Este parágrafo obriga a educação escolar no Brasil a se vincular ao “mundo do trabalho” e à “prática social”. O que sejam esses conceitos a lei não explica; mas imaginamos que estejam ligados às idéias marxistas de Darcy Ribeiro (proponente do primeiro texto da LDB, que posteriormente para ser aprovada sofreu inúmeras emendas, recortes, e propostas que fizeram dessa lei maior da educação do Brasil um verdadeiro “Frankenstein”), que colocam toda a sua preocupação no trabalho, endossado pelos políticos de herança getulista, que vêem o povo de forma paternalista, que deve ser protegido e ser educado somente para o trabalho, para prover seu sustento, e nada mais.
Ambas as formas de pensar são prejudiciais, pois encaram os atores sociais como perversos. A forma como o marxismo encara o trabalho, trabalho diário, massacrante, que transforma o Homem em escravo do próprio Homem, e a forma getulista, que encara o povo como coitadinho que deve ser protegido pelo Pai-Estado. São ideologias que desprezam a capacidade do Ser Humano em confiar no Próximo e construir algo em torno de objetivos comuns.
Nós pensamos que o trabalho deve ser encarado como um ação árdua sim, mas não massacrante, que constrói o futuro onde queremos chegar. Uma utopia sim. Nesse caso a educação é utópica e nenhum exemplo isolado deve ser encarado como algo que não resultará em nada. Queremos é que o Brasil não seja feito de exemplos isolados, queremos que os exemplos sejam a regra e não a exceção.
Um exemplo é a cidade de São Bernardo do Campo, que colocou como prioridade o ensino não só na escola, mas no cotidiano da cidade. A cidade declarou-se “Cidade Educadora” e convocou toda a sociedade para propiciar aprendizado em todos os ambientes, não só nas escolas, mas nos espaços públicos, como ruas e parques, e privados, como lojas e empresas. Tudo num esforço coletivo para propiciar a todos um ambiente onde o ser humano realiza a maior parte do seu potencial, e não só o potencial ligado ao trabalho.
Não só as competências profissionais devem ser contempladas na Educação, como a nossa LDB quer, mas todas as instâncias da vida, sem que isso implique necessariamente que o Estado deva ser responsável por todas elas. A educação deve tornar possível o exercício e pleno gozo dos direitos fundamentais do ser humano: respeito e estímulo à formação e desenvolvimento da consciência individual e à individualidade, liberdade, respeito ao próximo, democracia. Queremos uma educação fundamentada nesses alicerces, para que se construa um país novo, e não somente para formar trabalhadores. Para isso não falta dinheiro, falta um bom projeto.
No Brasil a mentalidade é a de se dar bem, ganhar dinheiro e gozar os prazeres da vida. Típico do português explorador, que queria sombra e água fresca, o Paraíso Tropical na Terra, algo que antropólogo Gilberto Freyre já havia destacado. A manemolência e a ginga são traços de caráter muitas vezes associados ao malandro, nosso arquétipo. Como construir uma civilização baseada num tipo humano cuja principal característica é a de enganar os outros? A criatividade associada ao brasileiro muitas vezes não passa de habilidade de suporte para a malandragem, ou a gambiarra, que é um improviso, solução provisória que nosso caso se torna permanente. Tudo isso vai compor uma personalidade nacional que Darcy Ribeiro louva como se fosse uma nova síntese, algo novo na história da Humanidade, tão original que seria a base para a gênese de uma nova civilização.
Eis o projeto de civilização que temos. O fato de Ribeiro ter sido o mesmo a propor a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional e a propor nossos piores defeitos como base de uma nova civilização não é uma coincidência.
Se não pensarmos que projeto nós queremos, novamente ficaremos para trás, como pensou Samuel Huntington na obra “O choque de civilizações e a recomposição da ordem mundial”, em que ele diz: “…com o final da guerra fria, as distinções mais importantes entre os povos não são mais econômicas, políticas ou ideológicas. São culturais. Os povos agora estão tentando responder à pergunta mais elementar que os seres humanos podem encarar: quem somos nós? E estão respondendo em termos de antepassados, religião, idioma, história, valores, costumes e instituições…”
Resta-nos pensar em um novo projeto de país, erguido sobre outras bases, aquelas que já propomos - consciência, respeito à individualidade, liberdade, respeito ao próximo, democracia - para construirmos uma civilização verdadeira, e não um pastiche para nos auto-congratularmos de nossa ignorância e atraso. Somente assim haverá uma Educação digna desse nome, e conseqüentemente, um ensino, formal e não-formal, de qualidade.