Café expresso no meu copo plástico,
a fé expressa no teu corpo fátuo.
Cadê o néscio, o meu soneto vítreo,
para explicar o meu amor silábico?
O amor é tácito e o furor é cérebro;
escusa flácida em peito cínico
revólver verbo prá abater-me mântrico
ou beijo ácido e o torpor do sexo?
Se é este branco, em negra seta, alvo;
o lado oposto da palavra é verso
e se eu te explico que te quero é fácil.
Mas quando existo na caneta eu pênsil...
Pra cada ação da minha vida há um laço,
e em cada tom que não me verte é verso.