Dólar furado

Por Fabricio de Lima em 13 Maio 2008

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É tão lindo!

Por Fabricio de Lima em 13 Maio 2008

É tão lindo!

(Al Kasha / J.Hirschom / Edgard Poças)

“Se tem bigodes de foca

Nariz de tamanduá

Parece meio estranho,hein?!

Também, um bico de pato

E um jeito de sabiá .

Mas se é amigo

Não precisa mudar

É tão lindo

Deixa assim como está

E eu adoro, adoro

Difícil é a gente explicar

Que é tão lindo.

Se tem bigodes de foca

Nariz de tamaduá

E orelhas de camelo,né?!

Mas se é amigo de fato

A gente deixa como ele está.

É tão lindo

Não precisa mudar

É tão lindo

É tão bom se gostar

E eu adoro, é claro

Bom mesmo é a gente encontrar

Um bom amigo.

São os sonhos verdadeiros

Quando existe amor

Somos grandes companheiros

Os três mosqueteiros

Como eu vi no filme. É tão lindo

Não precisa mudar

É tão lindo

Deixa assim como está

E eu adoro e agora

Eu quero poder lhe falar

Dessa amizade que nasceu

Você e eu

Nós e você

Vocês e eu

E é tão lindo!

- Tia é tão legal ter um amigo!

- É maravilhoso! Mesmo que tenha bigodes de foca e até nariz de tamanduá

E orelhas de camelo tia,lembra?

- Orelhas de camelo!

- É mesmo, orelhas de camelo, mas é amigo, né?

Então não se deve mudar.”

Essa canção (“It’s not easy”, original do inglês) fez sucesso (para a criançada) na voz de Simoni (Turma do Balão Mágico) e Roberto Carlos na década de 1980.

Dedico a música à minha grande amiga Priscila Maria Martinatti Alves Rodrigues, não apenas pelo aniversário, mas principalmente, por me mostrar os animais, os baobás e a educação de um novo jeito.

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Sobre a esperança

Por Fabricio de Lima em 13 Maio 2008

O que seria na verdade a esperança?

O dito popular diz que a “Esperança é a ultima que morre”, costumo concluir: “é a última que morre mas a primeira que entra em estado de coma!”.

Ela tem uma beleza particular na visão do Padre Antônio Vieira: “A mais doce de todas as companheiras da alma é a esperança.”

Ou o pessimismo de De Vigny, quando nos coloca que “A esperança é a maior das nossas loucuras.” ?

Talvez seja algo inevitável: “Enquanto respiro, mantenho a esperança.” como pensou Cícero.

Talvez seja nossa vontade de realizar sonhos que nos torne tão esperançosos.

Com o final do ano chegando se torna impossível renovarmos nossas esperanças de um ano (de um mundo?) melhor.

Para todos, um ótimo 2008!

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MUNDO S/A, Brasil Barraca

Por Fabricio de Lima em 13 Maio 2008

Em tempos de globalização já perceberam que,

A moeda é americana, os carros populares são alemães, a cultura é africana, ameríndia e européia…

A língua é portuguesa, a democracia é grega e a ética é do inferno…

A cana-da-índia, o eucalipto da Austrália, os compositores austríacos…

A louça, a revolução industrial e a “São Paulo Railway” são inglesas…

As artes, a “revolução do povo” a elegância, o biquinho, o “très bien” são franceses…

Fomos disputados por holandeses, franceses, espanhóis e portugueses…

O “Cristo Carioca” na verdade é judeu do Oriente Médio…

Da China veio a bússola, a pólvora e tudo quanto é porcaria eletrônica que faz um barulho qualquer e tem uma luminosidade peculiar…

O terno é italiano, o “whisky” escocês, o relógio suíço (e o chocolate também), a renda (das toalhas) é belga e o cavalo é árabe…

Porém,

“O samba nasceu na Bahia”…

Temos também uma maravilha do mundo moderno, temos narcotraficantes, temos senador corrupto, temos futebol o ano todo, temos cinco copas (rumo ao hexa!)…

O que mais mesmo?!

De tantas coisas importadas (e algumas exportadas) só falta o Brasil ser uma nação!

Nesse mundo em que os países se transformaram em “consulados” para reprodução de um capitalismo na sua pior face, do capitalismo selvagem, em que as nações são cada vez mais mercados; o Brasil tem cada vez mais se especializado na sua “barraca de camelô”.

Nessa corrida desesperada por mercado consumidor em que países fazem alianças em blocos, se integram em economias regionais, o Brasil tem se afastado dos desenvolvidos para “amparar” e se transformar no porta-voz dos desenvolvidos latino-americanos.

Se transformando em um péssimo porta-voz de países que não falam a mesma língua (conotativa e denotativamente) e não comungam das mesmas idéias.

Ainda bem…

A que custo o Brasil quer tanto isso?

Ao custo de sermos boicotados pela Argentina no Mercosul (Mercado Comum do Sul), por uma Venezuela cada vez mais ditatorial aliada de uma Bolívia desestruturada política e economicamente e um Chile e uma Colômbia cada vez mais interessadas em se tornar a potência da América do Sul (“A Potência dos Pobres”)?

Assim como na Guerra do Paraguai em que os latinos se degladiaram entre si tendo como causadores da “confusão” a Inglaterra e a velha Prússia, hoje assistimos à China e aos Estados Unidos interessados em uma instabilidade do Cone Sul.

Nessa visão fica fácil à China vender muito mais bugigangas e aos Estados Unidos aplicar de fato sua ALCA (Área de Livre Comércio das Américas).

E aí…

Aí continuaremos vendendo cigarros do Paraguai, DVD de “Filhos de Francisco” e CD do Amado Batista na feira!

21-09-2007

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Da culturalização do Lixo, culpa do Diabo!

Por Fabricio de Lima em 13 Maio 2008

“A maior prova da resistência biológica do ser humano é a nossa capacidade de
sobreviver a essa montanha de lixo infinito da cultura pop.”

Paulo Francis

O conceito de cultura vem sendo empregado, nos últimos tempos, no mesmo sentido que o conceito carinho. Falar que alguém tem cultura ou que sinto carinho por você na pratica não querem dizer nada.

Cultura já foi campo de estudo de vários pesquisadores. Hoje vem sendo tratada como propaganda política, fundamentação religiosa ou (o que é pior) por não termos um termo melhor, também para designar “lixos artísticos-filosóficos” produzidos em qualquer canto que se vá e que levou um determinado ser a um “desenvolvimento intelectual”.

Nesse caso, se pensarmos na cultura como desenvolvimento intelectual e analisando criticamente o que se tem feito de conhecimento chegaremos à conclusão de que está ocorrendo na verdade uma “aculturação”, pois a reprodução, ou rabiscos numa tela, ou discurso político com ares de científico nada mais é que uma regressão no pensamento humano.

A primeira tentativa de definição do conceito de cultura foi empregada pelo antropólogo britânico Edward B. Tylor (1832-1917) na sua obra “Primitive Culture” de 1871 que afirmava: “cultura… é aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, as leis, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo Homem como membro da sociedade”.

O antropólogo norte-americano Clifford J. Geertz (1926-2006) propõe a idéia de cultura como um conjunto de mecanismo de controle para governar o comportamento.

Uma coisa é certa, quando falamos em cultura fazemos uma velha “dicotomização platônica” entre o Homem e a Natureza. A cultura nesse sentido seria tudo aquilo que nos leva a uma humanização, que nos afasta do estado primitivo de animais irracionais, que nos leva à “luz”. Esse é o pensamento do também antropólogo norte-americano Alfred Kroeber (1876-1960).

Portanto, nesse aspecto cultura nada mais é que uma máscara do Homem para se travestir do humano. Quando queremos nos disfarçar de um animal perverso e traiçoeiro criamos uma “nova cultura” e está tudo resolvido. Até o “jeitinho brasileiro” virou cultura!

É no momento em que Adão e Eva foram expulsos pelo Divino, do paraíso, é que nasce a cultura. A cultura nos vem através do trabalho pelo Homem para melhor crescer e se desenvolver no meio, para explicarmos os fenômenos da natureza e nos sociabilizarmos.

Culpa do Diabo. Se ele não tivesse tentado Eva ao pecado agora eu poderia estar dormindo ou caçando (e o que é pior, sendo caçado!) ao invés de tentar explicar o porquê de criarmos porcarias e darmos o nome de cultura.

Mas, além de cultura criaram-se conceitos cada vez mais abstratos como “alta cultura”, “sub-cultura” e “contra-cultura”.

Toda cultura é uma cultura e está dentro de um sistema maior produzido pelo próprio Homem, quando se tenta sair dessa “cultura vigente” as “contra-culturas”, “sub-culturas” ou as “altas culturas” já estariam dentro dessa cultura maior.

Só há um modo de fugir da cultura, voltando ao estado natural.

É o que nos sugere os ambientalistas mais extremados, uma volta ao passado, como numa maquina do tempo. Mas se o próprio Homem, através de signos e expressões já cria a cultura como seria possível isso?

Prefiro escrever esse texto e passar minhas idéias aos leitores do que caminhar como um quadrúpede.

Por outro lado, nesse processo niilista que estamos passando, se para muitos, tudo é cultura não se permitem então os limites. Fazer esse enquadramento seria uma “castração” da própria cultura. E aí temos que agüentar lixos e porcarias enviados a nós como sendo sinônimo de cultura.

Melhor exemplo dessa aculturação é a arte que cada vez mais produz lixos atrás de lixos. Muitas coisas que não servem nem mesmo como material reciclável.

Na ciência também ocorre essa aculturação, cada vez mais é reproduzido àquilo que já foi dito, como se pudesse redescobrir o ovo do Colombo.

Repito, tudo culpa do Diabo, que já é por si só um conceito cultural. Conclusão: o diabo criou a cultura para que o Homem pudesse criar o diabo.

30-10-2007

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Fabricio em Caricaturas 7

Por Fabricio de Lima em 24 Março 2008

Caricatura feita por Érico San Juan

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Fabrício em Caricaturas 6

Por Fabricio de Lima em 24 Março 2008

Caricatura de Rogério Klar

Caricatura feita por Rogério Klar em 2000.

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Fabricio em Caricaturas 5

Por Fabricio de Lima em 24 Março 2008

Caricatura de Fábio San Juan

Caricatura feita por Fábio San Juan em 2003.

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Fabricio em Caricaturas 4

Por Fabricio de Lima em 24 Março 2008

Caricatura de Érico San Juan

Caricatura feita por Érico San Juan feita em 2003.

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Fabricio em Caricaturas 3

Por Fabricio de Lima em 24 Março 2008

Caricaturas Toim!

Caricaturas Toim!

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Sobre Fabrício de Lima

Professor e geógrafo graduado pela UNESP, piracicabano desde 1982.